
O meu olhar económico sobre o Brasil, ao fecho do mês
É curioso, como o Brasil económico se preocupa mais com o rumo das economias internacionais, para avaliar o seu futuro desempenho, do que própriamente com o seu próprio e quase inexistente desenvolvimento interno.
O Brasil estagnou. Não lançou mãos á obra nas obras de que ele mesmo tanto demandava em suspiro. Não investiu na indústria, de tão doente que está, até já quase morre antes de atingir a maior idade. Não dá a devida atenção à educação, que espera por uma eterna promessa de carinho e afinco. Não resolve o problema da caótica saúde pública.
Ao contrário, o Brasil contabiliza os investimentos ou falta deles nos países que possam atrofiar ou elevar a sua economia, se possível, apenas na onda e a custo zero, com mais um pouco de sorte, e se possível for, fortalecendo o seu sistema financeiro.
Não adianta, andarmos a vigiar o quintal do vizinho, se não tratarmos do nosso próprio quintal.
Façam o que têm a fazer, porque o Brasil está em montra, e numa montra tão sensível que o eleva a uma constante vigilância externa, exposto dos micro aos mega holofotes da Copa, que já por aí andam, em jeito de mironagem. A repercussão internacional negativa dos últimos dias tem muito a ver com a imprensa de caráter prospectivo.
Os males dessa repercussão negativa pela altura do evento, serão irremediáveis, e deixarão uma marca muito vincada.
O R$al e a bolsa não estão a caír apenas, porque há desacelaração na alavancagem dos estimúnlos à economia americana, ou porque a economia chinesa tem melhor ou pior desempenho, ou ainda porque a Argentina caíu em desgraça, e não vai comprar mais nada ao Brasil. Não, ele cai também, e muito, porque o Brasil tem dificuldade em segurar o superávit primário; ele cai, porque o Brasil tem um superávit comercial negativo; ele cai porque o Brasil não consegue controlar a inflação; ele cai, porque o Brasil não investe o que deveria investir, sobretudo em infraestruturas; ele cai, porque o capital estrangeiro está a esgueirar-se; ele cai porque o Brasil vai mal em geral. Ele cai, sobretudo porque o controlo das contas públicas, está a ficar incontrolado. E se por tanta coisa os estar a fazer caír, está sobre aviso já o seu rating dos AAA.
Há muito que este diagnóstico está feito. O Brasil económico está mal e pode causar graves danos ao tecido social, porque teimam em deixar avançar o monstro? Porquê?!
Porque não há tempo para governar, e o tempo da campanha eleitoral, não pode ser gasto para falar de economia real, a não ser que haja uns números para atirar aos nervosinhos, como por exemplo o número do desemprego, que valendo o que vale já foi comemorado. Não há muito que comemorarem, mas sim, muito e muito com que se preocuparem; só para se ter uma ideia, é possível, e segundo uma simples e humilde percepção de calculo minha, que os danos causados à economia neste mês de janeiro de 2014, talvez quase estejam igualando em número, o dos dois últimos meses de 2013.
Continuo a ver os economistas desta praça em tom ainda muito morno, naquele vai se ver... com Fé em De...... vai melhorar bla...bla.... bla...!
Esperemos sinceramente, que daqui para a frente, eles ganhem mais espírito crítico e agressivo, senão...
Como sempre, vale o que vale.
César Silva
É curioso, como o Brasil económico se preocupa mais com o rumo das economias internacionais, para avaliar o seu futuro desempenho, do que própriamente com o seu próprio e quase inexistente desenvolvimento interno.
O Brasil estagnou. Não lançou mãos á obra nas obras de que ele mesmo tanto demandava em suspiro. Não investiu na indústria, de tão doente que está, até já quase morre antes de atingir a maior idade. Não dá a devida atenção à educação, que espera por uma eterna promessa de carinho e afinco. Não resolve o problema da caótica saúde pública.
Ao contrário, o Brasil contabiliza os investimentos ou falta deles nos países que possam atrofiar ou elevar a sua economia, se possível, apenas na onda e a custo zero, com mais um pouco de sorte, e se possível for, fortalecendo o seu sistema financeiro.
Não adianta, andarmos a vigiar o quintal do vizinho, se não tratarmos do nosso próprio quintal.
Façam o que têm a fazer, porque o Brasil está em montra, e numa montra tão sensível que o eleva a uma constante vigilância externa, exposto dos micro aos mega holofotes da Copa, que já por aí andam, em jeito de mironagem. A repercussão internacional negativa dos últimos dias tem muito a ver com a imprensa de caráter prospectivo.
Os males dessa repercussão negativa pela altura do evento, serão irremediáveis, e deixarão uma marca muito vincada.
O R$al e a bolsa não estão a caír apenas, porque há desacelaração na alavancagem dos estimúnlos à economia americana, ou porque a economia chinesa tem melhor ou pior desempenho, ou ainda porque a Argentina caíu em desgraça, e não vai comprar mais nada ao Brasil. Não, ele cai também, e muito, porque o Brasil tem dificuldade em segurar o superávit primário; ele cai, porque o Brasil tem um superávit comercial negativo; ele cai porque o Brasil não consegue controlar a inflação; ele cai, porque o Brasil não investe o que deveria investir, sobretudo em infraestruturas; ele cai, porque o capital estrangeiro está a esgueirar-se; ele cai porque o Brasil vai mal em geral. Ele cai, sobretudo porque o controlo das contas públicas, está a ficar incontrolado. E se por tanta coisa os estar a fazer caír, está sobre aviso já o seu rating dos AAA.
Há muito que este diagnóstico está feito. O Brasil económico está mal e pode causar graves danos ao tecido social, porque teimam em deixar avançar o monstro? Porquê?!
Porque não há tempo para governar, e o tempo da campanha eleitoral, não pode ser gasto para falar de economia real, a não ser que haja uns números para atirar aos nervosinhos, como por exemplo o número do desemprego, que valendo o que vale já foi comemorado. Não há muito que comemorarem, mas sim, muito e muito com que se preocuparem; só para se ter uma ideia, é possível, e segundo uma simples e humilde percepção de calculo minha, que os danos causados à economia neste mês de janeiro de 2014, talvez quase estejam igualando em número, o dos dois últimos meses de 2013.
Continuo a ver os economistas desta praça em tom ainda muito morno, naquele vai se ver... com Fé em De...... vai melhorar bla...bla.... bla...!
Esperemos sinceramente, que daqui para a frente, eles ganhem mais espírito crítico e agressivo, senão...
Como sempre, vale o que vale.
César Silva
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